quinta-feira, 27 de junho de 2013

De onde nascem os políticos??


            Diante da onda que corre por todo o nosso país, há um clamor do povo por mudanças e essas mudanças principalmente no quadro de políticos que nos representa. Mas a sensação é que POLÍTICO é uma raça, ou um ser que surge de algum lugar estranho...Eles não são gente da gente. Será?
            Os Políticos que estão nos representando são: Empresários, jogadores de futebol, delegados, pastores, líderes comunitários, líderes estudantis, etc. Poucos são como chamamos políticos de carreira (que foram feitos políticos sem ter uma ocupação ou profissão anterior).
            Portanto é Gente nossa!!! Temos uma ilusão que se tirarmos os que aí estão, teremos um grupo melhor, e tudo vai ser diferente. Temos um clamor principalmente nas redes sociais para que nós o “Povo”, seja mais honesto e abandone o “jeitinho brasileiro” sinônimo de malandragem. Quando começa as eleições somos nós que abandonamos todo senso crítico para apoiarmos candidatos que quem sabe me dará um cargo comissionado, que se possível só tenha o trabalho de ir pegar o dinheiro no banco no dia do pagamento.
            Não sou pessimista, mas o que quero dizer é que tanto os políticos quanto o povo, tem o mesmo defeito! E este defeito é de nascença e se chama PECADO. (Depravação Total – O calvinismo diz que o homem não regenerado é absolutamente escravo de Satanás, e, por isso, é totalmente incapaz de exercer sua própria vontade livremente (para salvar-se), dependendo, portanto, da obra de Deus, que deve vivificar o homem, antes que este possa crer em Cristo).
            O problema mais grave, a meu ver, é quando a igreja dos nossos dias é o retrato fiel do que acontece nas câmaras, senado e governos. Jogo de interesses, conchavos, briga por poder. Quando falamos da IPB nós sabemos bem a guerra que se trava nos bastidores dos concílios, quantos pastores que só enxergam os cargos que lhe darão visibilidade, fazem acordos e alianças espúrias.
            A minha tristeza hoje é essa, não que eu seja melhor, mas porque ao ler a Bíblia eu descubro que não tenho nada diferente dos políticos corruptos, dos pastores que dominam o rebanho com sórdida ganância. A não ser que todos os dias eu me prostre aos pés do mestre e reconheça que sou miserável como Paulo diz: Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, operou em mim toda a concupiscência; porquanto sem a lei estava morto o pecado. E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que era para vida, achei eu que me era para morte. Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou. E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom. Logo tornou-se-me o bom em morte? De modo nenhum; mas o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte pelo bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se fizesse excessivamente maligno.
Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado.
Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço. E, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa.

De maneira que agora já não sou eu que faço isto, mas o pecado que habita em mim.
Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem.
Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.
Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim.
Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo.
Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus;
Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.
Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?
Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado. 
Romanos 7:8-25

            Portanto os políticos nascem da mesma maneira que todos nós: pecadores e necessitando da Graça de Deus!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Um pouco sobre Manifestações.


Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos à sua oração, mas o rosto do Senhor volta-se contra os que praticam o mal". Quem há de maltratá-los, se vocês forem zelosos na prática do bem? Todavia, mesmo que venham a sofrer porque praticam a justiça, vocês serão felizes. "Não temam aquilo que eles temem, não fiquem amedrontados. "Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês. Contudo, façam isso com mansidão e respeito, conservando boa consciência, de forma que os que falam maldosamente contra o bom procedimento de vocês, porque estão em Cristo, fiquem envergonhados de suas calúnias. É melhor sofrer por fazer o bem, se for da vontade de Deus, do que por fazer o mal. 1 Pedro 3:8-17
“Aqueles que desejam evitar perseguições devem renunciar a Cristo. É mister que reconheçamos o fato de que se somos cristãos, devemos nos preparar para muitas tribulações e lutas de diferentes tipos. Satanás que é inimigo perpétuo de Deus, jamais deixará que alguém viva sua vida sem distúrbios, e haverá sempre pessoas perversas a espinhar nossas ilhargas”. João Calvino - As Pastorais. 2 Tm 3.12, p.257-258.
“O Cristão como indivíduo não pode ser responsabilizado pela ação governamental e tampouco deve querer assumir essa responsabilidade, mas, em virtude de sua fé e seu amor ao próximo, ele é responsável pela sua profissão e pelo âmbito da sua vida pessoal, seja ele grande ou restrito. Onde esta responsabilidade for assumida na fé, ela terá força para o todo na polis. De acordo com a Escritura, não há um direito à revolução, mas há um responsabilidade de cada um no sentido de não macular seu ministério e sua tarefa na polis” Dietrich Bonhoeffer – Ética. Pg.194
Não creio que o papel da igreja é fazer manifestações, passeatas e coisas deste gênero. O papel da Igreja é proclamar o Evangelho e isto de maneira fiel. A igreja precisa denunciar pecado mais não se comprometer com ele. O problema maior é que hoje a Igreja evangélica não tem moral para manifestar contra qualquer coisa.
Fazem manifestação no congresso, marcha para Jesus e outras tantas, mais a maioria se esquecem de fazer o principal que é pregar a Palavra de Deus com fidelidade e lutar para viver de modo digno da vocação para que foram chamados. Creio que muitos daqueles que estavam presentes na manifestação em frente ao congresso, estavam na pureza de coração achando que o manifesto era a bandeira da PL 122. Mas nós sabemos que há uma queda de braço de grupos políticos e desejo de demonstração do poder político por parte de grupos evangélicos.
A Bíblia nos convida a orar pelas autoridades, portanto faço a minha manifestação agora, diante de Deus!

Civitas Peregrina

Civitas Peregrina!

Nos anos que se seguiram a 410, os cristãos que se congregavam na grande basílica de Cartago não estavam seguros de si. Haviam-se gabado da "Era Cristã" e, nesse momento, ela coincidia com desgraças sem paralelos. Após uma geração de sucesso, descobriram-se impopulares. Ansiavam pelos velhos costumes, especialmente pelos espetáculos pagãos do circo, os únicos que, nessa época de crise, pareciam manter a confiança popular na segurança e na opulência do mundo antigo.
Agostinho lhes disse exatamente o que um grupo de ânimo abatido precisava ouvir. Deu-lhes um sentimento de identidade; disse-lhes de onde eram e a que deviam ser leais. Numa série de sermões, dirigiu-se a homens confusos, que se prendiam de mil maneiras às fimbrias do paganismo, com parentes pagãos, vizinhos pagãos e formas de lealdade a sua cidade que só podiam expressar-se cerimônia pagãs. Disse-lhes que eles eram um povo singular: os "cidadãos de Jerusalém". Ó, povo de Deus, ò corpo de Cristo, Ó raça bem nascida de estrangeiros na Terra,(...)não sois daqui, sois de outro lugar".

terça-feira, 2 de abril de 2013

Vale Tudo?




Quem disse que este jornal não serve para nada?? (jogaram debaixo do meu portão).
A pergunta faço para eles (IURD). vale Tudo, mesmo?
Obs.: Ela tava cantando que é um saldadinho de Jesus, não do Macedo.











Não vos conformeis com a igreja
Quando as igrejas estão se conformando com o mundo, não podemos nos conformar com elas. A Igreja sempre lutou contra heresias: Os judaizantes e os gnósticos no primeiro século, os ataques à humanidade ou à divindade de Cristo, a mercantilização da salvação na Idade Média, a negação da Verdade na modernidade, a contaminação da verdade na pós-modernidade. A diferença é que hoje a crise que a Igreja enfrenta é eclesial. As pessoas percebem que as igrejas têm se desviado do plano de Deus e, com isso, as abandonam e menosprezam. O inconformismo que a Palavra de Deus exige de nós nada tem a ver com essa atitude de descompromisso. A Igreja é uma instituição divina e se expressa institucionalmente. Somos chamados a enfrentar o mundanismo e o pecado dentro dela, não pelo abandono, mas lutando para que seja a Igreja que Cristo quer: a) igreja com a missão de Cristo; b) igreja com a confissão de Cristo; c) igreja com a revelação de Cristo; d) igreja com a autoridade de Cristo. Não nos conformemos! Há esperança para a Igreja do século XXI, pois é Deus quem estabelece a revelação que a mantém. Portanto, trabalhemos por uma igreja que cumpra o propósito dado pelo Senhor segundo os recursos que Ele mesmo provê.

Não vos conformeis com o culto
O culto que oferecemos a Deus nesse mundo tem sido marcado pela alienação e pelo simplismo. As pessoas nos conhecem mais por nossas obrigações do que por nossas motivações, mais por nossos costumes do que por nosso pensamento. Nossa adoração a Deus não tem produzido os resultados que Deus espera de nós, em nossas vidas ou nas vidas daqueles que nos observam. Mas Deus nos chama para um culto em que nos ofereçamos continuamente em santidade ao Senhor, de modo que isso seja primeiro agradável a Ele e, assim, se torne agradável a nós. Esse culto que devemos oferecer a Deus deve ser: a) fundamentado em sólido conhecimento das Escrituras; b) caracterizado pelo dar de nós mesmos; c) distinguido pela renovação de nossa mente; d) resultante na experimentação da vontade de Deus. Não nos conformemos com um culto que não seja aceitável a Deus. Seja o nosso culto um sinal da presença de Deus para todos os homens, um testemunho incontestável da graça salvadora de Jesus. Ofereçamos a Ele um culto que o agrade verdadeiramente e comecemos isso, como Paulo, pelo ensino da sã doutrina.

quarta-feira, 27 de março de 2013

O caminho!



Jesus é o caminho. Ele mesmo o afirmou no evangelho de João, na sexta de suas sete extraordinárias autodefinições iniciadas por “Eu sou...”: “eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Essa declaração acha-se entre as mais lembradas dentre as que Jesus proferiu e entre as mais frequentemente citadas. Está também entre as mais frequentemente desconsideradas hoje em nossa cultura. Esse nevoeiro de inatenção que circunda essa afirmativa é algo que naturalmente se esperaria daqueles que seguem esse “caminho”, mas espanta e desanima quando se encontra entre os homens e as mulheres que oferecem orientação e direção sobre os métodos e meios para viver na comunidade de Jesus e para viver como fermento no mundo.
 “Sigam-me” é o terceiro imperativo proferido por Jesus na narrativa da história do evangelho apresentada por Marcos (Mc. 1:17). É precedido por “arrependam-se” e “Creiam” (Mc. 1:15). Os três imperativos são as primeiras ordens que Jesus emite depois de anunciar, de forma contundente e inaugural: “o Reno de Deus está próximo” (1.15). Os três imperativos são convites a vivermos precisamente essa realidade, esse reino, seguindo a Jesus.
 O Primeiro imperativo, “arrependam-se”, requer a decisão de abandonar um estilo de vida para embarcar em outro. Exige mudança de mente ou de coração que resulta em mudança de direção. O segundo imperativo, “creiam”, requer um envolvimento pessoal, confiante relacional, nessa reordenação abrangente da realidade. E o terceiro imperativo, “sigam”, faz que no movamos em obediência num modo de vida que é visível e audível em Jesus, um modo de falar e de pensar, de imaginar e de orar, que condiz com as realidades imediatas (“próximo”), presentes do reino.
 Seguir a Jesus implica abraçarmos m estilo de vida que recebe o caráter, a forma e a direção daquele que nos chama. Seguir a Jesus significa captar ritmos e modos de fazer as coisas que não são em geral proferidos por Jesus, mas sempre decorrem dele, formados por influencia dele. Seguir a Jesus significa que não podemos separar o que Jesus diz do que ele faz e do modo em que ele o faz. Seguir a Jesus envolve nossos pés tanto quanto – ou talvez mais do que – nossos ouvidos e olhos.
 A metáfora do “Caminho”.  Caminho, um substantivo simples a designar uma estrada que conduz a um destino, mas depois se abre numa metáfora que se ramifica em muitos e variados “caminhos” – não somente o caminho que percorremos como a rota que escolhemos seguir, mas o modo como seguimos pelo caminho, seja a pé, seja de bicicleta ou de automóvel. A maneira pela qual conversamos, usamos nossa influencia, tratamos as pessoas, criamos os filhos, lemos, adoramos, votamos, o método que adotamos ao cultivarmos o jardim, o jeito de jogar bola, o modo pelo qual sentimos, comemos... E assim por diante, interminavelmente, os vários e acumulados “métodos e meios” que caracterizam nosso modo de vida.
 Os Salmos, pelo profundo exame que fazem de uma vida vivida de modo atento e responsável diante de Deus, chamam a atenção pelo uso que fazem da metáfora, empregando-a 97 vezes. O salmo primeiro começa fazendo um contraste entre o caminho do ímpio e o caminho do justo. Mostrando que são completamente opostos. O caminho é largamente empregado, tanto no A.T. como no N.T., oferecendo uma complexa teia de associações que nos mantém atentos à necessidade penetrante e inescapável de tomarmos parte de modo claramente participativo de toda a verdade (doutrina) e de toda a ação (obediência), sendo verdade e a ação, partes de um todo, assim como o viajante e a estrada não existem um sem o outro.

quarta-feira, 20 de março de 2013

A FESTA DA PÁSCOA





                    Depois dos dois primeiros capítulos da Bíblia, o palco da História se escureceu de modo sinistro antes de as cortinas subirem para o terceiro ato, a Redenção. Talvez você se lembre que um dos resultados do pecado foi a “inimizade” ordenada por Deus, a guerra entre a descendência da serpente e a descendência da mulher. O caráter repulsivo do conflito ficou evidente de imediato: A vida desintegrada dos primeiros pais espalhou-se para a geração seguinte, irrompendo na forma de violência entre irmãos. Caim matou Abel e, desse modo revelou a presença das linhas de batalha entre a fé e a descrença dentre da primeira família Gn.4.
                    Com o passar do tempo, homens e mulheres, fiéis a Deus ou contrários a ele construíram a cultura e desenvolveram o mundo. O poder da corrupção do pecado desvirtuou toda a criação. “ Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração”. Gn.6.5
Contexto.
                    Deus usou o Egito como incubador para transformar o seu povo recém-nascido numa grande nação. O faraó benevolente que honrou a José foi substituído por outro que não conheceu a José. O povo de Deus em contrapartida, o apagou de sua memória. Em seu encontro com o Senhor juto à sarça ardente, Moisés teve de perguntar. “Qual é o seu nome? E Deus respondeu: “Eu sou o que Sou”. Moisés teve de pedir uma ajudazinha: “Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? Com grande paciência, Deus o orientou a responder: “O Senhor , o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós outros; este é o meu nome eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração”. Êx. 3.13-15.
                    Agora Moisés tem um nome para transmitir aos filhos de Israel, YHWH, um nome que é mais do que isso. É um sermão poderoso de uma só palavra que identifica e ao mesmo tempo, proclama: “Aquele que é”. Em Contraste aos deuses que não são.
                    Para os Egípcios que consideravam seus deuses territoriais. Imaginavam que as divindades só exerciam poder sobre regiões definidas. YHWH vai ao encontro de cada uma delas em seu próprio território. Nenhuma é páreo para o “Deus que é”.

Ex.: hapi – deus Nilo – Fonte de vida de todo Egito.

         Heqt – deusa rã  - considerada governanta da terra

         Geb – ídolo da terra e da vegetação - piolhos

        Khepfi – deus dos insetos – moscas

        Apis e hathor – deus-touro e deusa-vaca

        Imhotep – deus da cura – (sacrifícios humanos – cinzas)

                    Estes acontecimentos formaram o pano de fundo para a instituição da páscoa. Não há dúvida que era uma festa, mas seu tom era solene. Na páscoa, Deus revelou que a base da aliança com seu povo era o sangue e mostrou que a salvação viria por meio da morte. Em sua graça, porém, aceitaria um cordeiro como sacrifício substitutivo. A páscoa representava uma verdade dolorosa: O livramento da escravidão do pecado teria um alto preço.

Os principais aspectos da festa são:

a)                Celebração familiar
b)                O cardápio simples: um cordeiro sem defeito, ervas amargas e pães asmos.
c)                 O traje era informal: roupas de viagem
d)                Imolar o cordeiro junto a porta e esfregar o sangue do animal “em ambas as ombreiras e na verga da porta”.

No Deserto a comemoração da Páscoa cessou depois de apenas duas festas. Na verdade, não é de admirar, pois o espírito de murmuração não é dado a festividades; prefere ficar emburrado. 39 anos depois foi celebrada em Gilgal (Js.5.10).

Eis o Cordeiro – O retrato da redenção!

1)                Libertação do pecado.

A páscoa revelou o pecado como algo que vai muito além de erros pessoais ou fracassos morais e mostrou seu poder de escravizar.

Nos dias de hoje o pecado continua sendo um capataz. Ele aprisiona corações, mentes, padrões éticos e vidas e os controla com crueldade.

Efésios 2.1-3 – retrata de maneira vívida a existência em pecado como a necessidade de alimentar as compulsões e saciar toda vontade.

Ex.: Compulsões – Bulimia, anorexia e outros distúrbios alimentares refletem padrões compulsivos difíceis de entender e ainda mais difíceis de mudar.

2)                Graça

A Páscoa apresenta também, a agradável lição da redenção. Em primeiro lugar proprocionava um antegosto da graça como força motriz da salvação. Mostrava que a redenção não se baseia em esforços dos escravos. A redenção e baseia na substituição de outrem.

                    A graça foi a força que operou no passado e a graça é a dinâmica operativa para quem crê em Cristo hoje. “porque pela Graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós é dom de Deus. Não de obras para que ninguém se glorie”. Ef. 2.8,9

3)                Expiação.

Seu significado literal é “cobrir com sangue” e retrata Deus cobrindo seu povo ternamente com as asas, como a galinha cobre seus pintinhos. A festa apresenta um Deus amoroso que lidou de modo pessoal com as conseqüências bastante reais de nossa culpa e aceitou cordeiros no lugar de homens, para que jamais fosse necessário que homens derramassem o próprio sangue a fim de apaziguar um Deus irado. O amor de Deus se torna visível com a morte de Jesus, o cordeiro do Deus, o filho de Deus, que morreu para transformar inimigos em filhos.

4)                Justificação

Justificados pela morte substitutiva do Cordeiro, os cristãos recebem a identidade de filhos de Deus. Pela graça, desfrutam paz com Deus, em vez de culpa e medo e essa graça os capacita para viver em santidade e produz dentro deles o desejo e a alegria da adoração.

5)                Liberdade.

A páscoa também antevê a transformação jubilosa da vida pelo evangelho de Cristo, pois no sangue do cordeiro o povo de Deus encontra liberdade. “Este será o primeiro mês do ano” Ex.12.2

Redimir – Escravos amarrados pelo pescoço.

A liberdade é território estranho para aqueles que não conhecem outra coisa que não a servidão.

Conclusão:
Deus continua libertar as pessoas e o evangelho de Jesus Cristo, o Messias, anuncia a libertação. É uma liberdade para viver e não apenas sobreviver. A menos que você creia em Cristo e aceite a morte dele como livramento, jamais experimentará essa liberdade.

A mudança de condição de escravo para filho exige uma transformação tão radical que desafia a lógica. Seria preciso mais do que uma nova atitude. Exigiria a morte de velhos hábitos e o nascimento de uma nova vida inteiramente nova.

ÁFRICA, CONTINENTE AMALDIÇOADO?


Por: Isaltino Gomes Coelho Filho

A primeira vez que ouvi alguém dizer que a África era um continente amaldiçoado foi pela boca de um irmão, que já está na glória. Como era uma pessoa dada ao exotismo bíblico, que sempre via o que nunca alguém vira, e muito problemática, logo rejeitei a ideia. Além de estapafúrdia, a declaração vinha de uma pessoa que eu, embora tivesse apenas 15 anos, sabia não merecer crédito.
A “base bíblica” foi a maldição sobre Caim (Gn 4.11ss). Vez por outra, pessoas ignorantes da Bíblia e que a usam de maneira atomizada, sacando passagens do contexto, e ignorantes da obra de Cristo, presas e apaixonadas às maldições veterotestamentárias, ressuscitam a ideia esdrúxula. É impressionante o que a ignorância, aliada à empáfia, faz! Para alguns intérpretes (foi o caso deste irmão que me deu sua interpretação) o sinal posto sobre Caim foi a cor negra. Por isso, a África e os negros eram amaldiçoados, e foram deportados como escravos. Já ouvi gente dizer que a terra de Node, onde Caim foi habitar, era a África. Tolice da grossa, pois a região nunca foi identificada. E o termo hebraico, nod, tem a ideia de andar sem rumo, e não de deportação. A maldição sobre Caim foi que ele, um agricultor, homem de vínculos com a terra, seria nômade. E também a associação dos cainitas (descendentes de Caim) com os quenitas, amaldiçoados com deportação escrava (Nm 24.21-24) é tremendamente incerta. É uma violência exegética, o que se chama de eisegese (pôr ideia no texto).
Além de não se poder afirmar que Caim foi para a África, tal ideia ignora que o sinal (‘oth, algo externo), foi para proteção e não para maldição. Quem o encontrasse não deveria matá-lo (Gn 4.15). O termo reaparece em Gênesis 9.12: ‘oth berith (“sinal da aliança”). E em Gênesis 17.11: lê ‘oth berith (“para sinal da aliança”) Nestes dois casos, a palavra traduzida como “sinal” se associa com bênção. Obviamente que é o mesmo sentido com o episódio de Caim. Foi um sinal benigno, não maligno. O sinal posto foi lê Qain, literalmente “para Caim”, e não “contra Caim”. Foi algo para lhe favorecer. A maldição sobre Caim foi a de ser errante, e o trato posterior de Yahweh com ele foi de misericórdia, e não de ódio eterno. A tradição judaica diz que o sinal posto sobre Caim foi o nome sagrado de YHWH, para que todos soubessem que não deviam tocá-lo. Yahweh foi fiador de Caim. Isso se chama Graça e não maldição!
E há mais: as raças não surgiram após o Éden, mas após o dilúvio (Gn 10). E a dispersão da humanidade pela face da terra se deu em Gênesis 11 (especialmente v. 9). Caim nada teria a ver com a África nem com a Europa nem mesmo com a Oceania.
Há gente fissurada em maldições e no Antigo Testamento e suas pragas. Respeitosamente recordo-lhes o conteúdo do Sermão do Monte: “foi dito” e “eu, porém, vos digo” e sua admirável conclusão: “Estas minhas palavras”. O padrão é o ensino de Jesus, o Novo Testamento. Lembrem-se da palavra do Pai, na Transfiguração: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado; a ele ouvi” (Mt 17.5). Nós não ouvimos a Moisés e Elias (o Antigo Testamento), mas ao Filho amado (Hb 1.1-2).
Uma regra elementar de Hermenêutica ensina que o Novo Testamento interpreta o Antigo Testamento. Inclusive, segundo Paulo, o judeu só entende completamente o Antigo Testamento quando aceita o Novo (2Co 3.14-16). Seria bom parar de colocar o mundo e a igreja de Jesus sob o jugo do Antigo Testamento.
Fujamos de gente exótica que vê na Bíblia o que intérpretes bem mais capacitados e de mais autoridade espiritual nunca viram. Os reinventores do evangelho e da Teologia geralmente nos envergonham e escandalizam.
E no que interessa: não há nenhuma maldição especial sobre a África e sobre os negros. Racistas de plantão: não deturpem a Bíblia nem envergonhem os evangélicos!